ORDEM FRANCISCANA SECULAR - CAMPINAS
FRATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
FRATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
SANTOS FRANCISCANOS DA SEMANA



2 de março

SANTA INÊS DA BOÊMIA (DE PRAGA)

VIRGEM

da Ordem II

 

Inês, filha de Premislau, rei da Boêmia, nasceu em Praga, pelo ano de 1205.

Tendo recusado o casamento com o imperador, professou em 1236 entre as Clarissas do Mosteiro que havia fundado, e do qual por muitos anos foi abadessa.

Santa Clara, que lhe consagrou singular amizade, escreveu-lhe várias cartas sobre assuntos de perfeição seráfica.

Morreu entre os anos de 1280 e 1283.

 

ORAÇÃO DO DIA:

“Ó Deus, que conduzistes a virgem Santa Inês ao caminho da perfeição, trocando as riquezas da corte pelo seguimento humilde da cruz, dai-nos, a seu exemplo, desapegar-nos das coisas que passam e procurar sempre os bens eternos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.”

 

DE UMA CARTA DE SANTA CLARA A SANTA INÊS DE PRAGA

Agradeço ao doador da graça, de quem se crê provir toda dádiva boa e todo dom perfeito (Tg 1,17), o qual te ornou com múltiplos títulos de virtudes e ilustrou com sinais de tanta perfeição que mereces, diligente imitadora do Pai perfeito, tornar-te perfeita, a fim de que os olhos dele em ti nada descubram de inacabado. Esta perfeição te associará ao próprio rei no etéreo tálamo, onde coberto de glória ele se assenta num trono estrelado. Desprezaste as riquezas do reino terrestre, não consideraste bastante digna a oferta do casamento com o imperador; animada pela santíssima pobreza, em espírito de grande humildade e ardentíssima caridade, seguiste as pegadas daquele que mereceste desposar.

Sei que possuis a honra das virtudes, por isso evito ser prolixa e não quero te onerar com palavras supérfluas, embora nada te pareça supérfluo daquilo que possa trazer-te alguma consolação. Como, porém, uma só coisa é necessária, imploro essa única coisa e te admoesto a buscá-la por amor daquele ao qual te ofereceste, como hóstia santa e agradável.

Lembrada de teu propósito, qual outra Raquel, contempla sempre o teu princípio, conserva o que tens, faze o que fazes ,sem desistir, mas em curso rápido, passo leve, desimpedido, sem poeira, avança segura, alegre e ligeira pela senda da felicidade certa. Não confies em quem quiser te fazer desistir de teu propósito. Não concordes com ele, ou com alguém que colocar pedra de tropeço no caminho, para não cumprires teus votos ao Altíssimo com a perfeição à qual te chamou o Espírito do Senhor. Se alguém te disser ou sugerir coisa diferente que impeça a tua perfeição, ou pareça contrária ao chamado divino, mesmo se deves respeitá-lo, não sigas seu conselho, mas, enquanto virgem pobre, abraça o Cristo pobre.

Vê que por ti ele se fez desprezível, e faze-te desprezível por ele neste mundo. Segue teu Esposo, o mais belo dos filhos dos homens o qual por tua salvação se tornou o mais vil dos homens, desprezado, espancado, em todo o corpo inúmeras vezes flagelado, e morreu no meio das angústias da cruz.

Rainha nobilíssima, olha-o, considera-o, contempla-o, desejosa de imitá-lo. Se sofreres com ele, com ele reinarás, se te compadeceres dele, com ele te alegrarás, se morreres com ele na cruz das tribulações, possuirás mansão etérea nos esplendores dos santos; e teu nome, que há de ser glorioso no meio dos homens, estará no livro da vida. Por isso, eternamente e pelos séculos participarás da glória do reino celeste em lugar dos bens terrenos e transitórios, e alcançarás bens eternos em vez dos perecíveis e viverás nos séculos dos séculos. 



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12 de março

BEM-AVENTURADA ÂNGELA SALAWA

VIRGEM

da Ordem III

 

Ângela Salawa nasceu a 9 de setembro de 1881 na cidade de Siepraw, perto de Cracóvia, na Polônia, para onde se transferiu em 1897, a fim de trabalhar no humilde serviço de empregada doméstica.

Sentiu-se chamada por Deus à santidade no estado secular entre as dificuldades da vida, a fim de participar da paixão de Cristo pela salvação das almas.

Inscrita na Ordem Franciscana Secular, brilhou por uma piedade fervorosa para com Deus, pela paciência e a pobreza, cultivando a virgindade perpétua.

Foi agraciada por Deus com dons místicos que foram transcritos num Diário espiritual por ela mesma escrito em nome da obediência.

Morreu em Cracóvia a 12 de março de 1922 e em Cracóvia foi beatificada por João Paulo II, a 13 de agosto de 1991.

 

ORAÇÃO DO DIA:

"Senhor Deus, derramai sobre nós o espírito de humildade e de amor com que a virgem Bem-aventurada Ângela se ofereceu como hóstia viva, santa e a vós agradável; e concedei-nos, por sua intercessão, a graça de progredir na novidade da vida evangélica, conformando-nos a Cristo, vosso Filho. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo."

 

 DO DIÁRIO ESPIRITUAL DA BEM-AVENTURADA ÂNGELA SALAWA

Dirigindo a minha mente para o tempo passado da minha vida, me parece achar-me no estado a que Deus me chamou desde pequena. Por isso desprezei os caminhos deste mundo e experimento aprender a cultivar as virtude da paciência e da pobreza. Desde os meus tenros anos eu sentia muito no coração que não poderia ser conduzida pela graça divina a não ser na mais humilde condição de vida.

Eis por que assumi os trabalhos de empregada doméstica, deixando toda fortuna humana que me seria possível e fortalecida nesta humilde condição de vida para que possa conformar-me ao beneplácito divino. Daí se segue que eu quero abraçar com todas as minhas forças qualquer dificuldade ou necessidade da vida que me chegar; e a tudo isso, como graça que me foi concedida, quero ater-me fielmente em todas as circunstâncias da vida, por mais incômodas ou amargas que sejam. Maiores que estas ainda eu sentia que Deus esperava de sua humilde serva.

Meditando naquelas palavras do Cristo Senhor: Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi (Jo 15,17), penso que posso deduzir daí que Deus me escolheu para percorrer esta condição de uma vida mais humilde; não me é lícito procurar para mim um caminho, ainda que mais plano, para que aquelas palavras de Cristo obtenham efeito pleno nesta condição de vida, isto é:Bem-aventurados os olhos que veem o que estais vendo, bem-aventurados os ouvidos que ouvem o que estais ouvindo (Lc 10,23; Mt 13,16).

No caminho que Deus se dignou mostrar-me, estas são as normas que eu quero seguir no decorrer a minha vida:

Primeira: Entre as dificuldades ou chateações de qualquer tipo que me venham por causa das pessoas, quero com todas as forças praticar a fortaleza e a firmeza de ânimo, a equidade, o silêncio oportuno e ter paciência com os outros como também a justiça. Se eu conseguir viver bem esta vida, descansarei no Senhor com alma confiante e não me deixarei perturbar por nenhuma inquietação. Lembrar que estas e outras coisas possam acontecer na vida de uma alma cristã há de me ajudar.

Segunda: Devo estar firmemente persuadida a alimentar esta vida bem como o fim da minha vida; e tendo isso claro na mente, aceitarei de bom grado tudo o que me acontecer na vida, com ânimo forte, para o meu proveito espiritual. Que eu possa na hora da morte confiantemente exclamar: Tudo está consumado! (Jo 19,30).



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21 de abril

 

SÃO CONRADO DE PARZÃO

RELIGIOSO

da Ordem I

   

    Conrado Birndorfer, batizado com o nome de João, nasceu na Baviera em 1818.

    Depois de uma juventude vivida na piedade cristã professou em 1842 na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.

    Com grande zelo, caridade e paciência exerceu o ofício de porteiro no convento de Altötting durante 43 anos, até que, insigne em santidade, morreu no ano de 1894.

 

 

    Oração do dia:

 

    "Ó Deus de bondade, que por São Conrado quisestes abrir aos fiéis as portas da vossa misericórdia, concedei-nos a graça de procurar o seu espírito de pobreza e humildade de coração no serviço dos nossos irmãos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo."

 


DAS CARTAS DE SÃO CONRADO DE PARZÃO

 

    "A vontade de Deus foi que deixasse tudo que me era caro e deleitável; dou-lhe graças por ter-me chamado à vida religiosa, na qual encontrei tanta paz e felicidade, como nunca no século. Meu modo de viver é principalmente este: amar e sofrer, sempre contemplando, adorando e admirando a inefável caridade de Deus para com suas pequenas criaturas. Neste amor não se chega ao termo.

    Nada me serve de impedimento e sempre estou unido a Deus, amado em grau sumo. Ao contrário, quanto mais ocupações tenho em mãos, tanto mais me sinto unido a Deus. Então falo familiarmente com Ele como um filho ao pai, redobrando preces e suspiros, e manifestando-lhe com confiança filial tudo o que me oprime a alma. Se alguma vez peco, humildemente peço perdão, suplicando apenas que me mostre filho bom e dócil do Pai amantíssimo e o ame com maior caridade.

    Para exercer-me nas virtudes da mansidão e da humildade, basta-me erguer os olhos à cruz, meu livro. Só à vista de Jesus crucificado aprendo como devo agir nas diversas circunstâncias. Assim aprendo a humildade, a mansidão e a paciência, e como levar a cruz; ou antes, isto a torna suave e leve.

    Tudo, tanto alegrias como tribulações, recebo do Pai celeste com ações de graças; ele sabe perfeitamente o que mais nos convém. Por isso, sempre me alegro no Senhor, deplorando apenas não o amar bastante. Oh! se tivesse a caridade de um Serafim! Queria compelir todas as criaturas a me ajudarem a amar a Deus em grau sumo. A caridade jamais acabará (1Cor 13,8)”.



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23 de abril

 

BEM-AVENTURADO EGÍDIO DE ASSIS

RELIGIOSO

da Ordem I

   

    Pertencente aos primeiros discípulos de São Francisco, Egídio era simples e manso.

    Peregrinando em espírito de devoção a diversos santuários, não deixava nunca de ganhar seu sustento, trabalhando e ajudando os lavradores no cultivo de suas terras.

    Gostava de levar vida eremítica, mas nem por isso se desinteressava do bem das almas.

    Passou os últimos anos de vida em Perusa, dedicando-se a exercícios de ascese e contemplação.

    Morreu no ano de 1262.

 

    Oração do dia:

    "Senhor Deus, vós quisestes elevar o Bem-aventurado Egídio ao mais alto grau da contemplação; concedei-nos, por sua intercessão, que, voltados sempre a vós em nossas ações, alcancemos a paz que supera todo o sentir humano. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo."

 

DOS DITOS DO BEM-AVENTURADO EGÍDIO DE ASSIS

 

    Dizia o irmão Egídio, falando de si mesmo: "Prefiro ter um pouco de graça de Deus na religião, do que muito no século, porque há mais perigos e menos auxílio no século do que na religião; mas o homem pecador mais receia para si o bem do que o mal, porque mais teme fazer penitência e entrar na religião do que jazer no pecado ou permanecer no século".

    Um secular aconselhou-se com o irmão Egídio, se era conveniente entrar em religião, ou não. Respondeu-lhe o santo irmão Egídio: "Se um homem paupérrimo soubesse haver um tesouro precioso escondido em um campo comum, acaso pediria conselho para saber se devia ir depressa buscá-lo? Quanto mais deveriam os homesns apressar-se para cavar à procura do celeste tesouro".

    Dizia também o irmão Egídio: "Muitos entram na religião e não agem de acordo com o que convém à religião; assemelham-se a um agricultor que revestisse a armadrua de Rolando e não soubesse combater com ela. Nâo considero grande coisa entrar na corte do rei, nem importante receber dele presentes; mas julgo importante saber portar-se de modo conveniente nesta corte. A corte do grande rei é a religião. Não será grandioso nela ingressar e receber alguns dons de Deus? Julgo, todavia, grande coisa saber nela viver como convém e nela perseverar até o fim com devoção e solicitude. Prefiro abraçar o estado secular e suspirar com devoção e empenho pelo ingresso em religião do que estar na religião enfastiado".

    Dizia ainda: "A religião dos Frades Menores, a meu ver, foi enviada ao mundo para grande utilidade dos homens, mas, ai de nós se não formos quais devemos ser. A religião dos Frades Menores parece-me a mais pobre e a mais rica deste mundo. Em minha opinião nosso maior vício consiste em querermos andar demais pelas alturas. É rico quem imita o rico; sábio, quem imita o sábio; bom, quem imita o bom; belo, quem imita o belo; nobre quem imita o nobre, a saber, nosso Senhor Jesus Cristo".



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