ORDEM FRANCISCANA SECULAR - CAMPINAS
FRATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
FRATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
SANTOS FRANCISCANOS DA SEMANA



17 de setembro

 

IMPRESSÃO DAS CHAGAS DE NOSSO PAI SÃO FRANCISCO


O Seráfico Pai Francisco, desde o início de sua conversão, dedicou especialíssima devoção e veneração a Cristo crucificado, devoção que até à morte ele inculcara a todos por palavras e exemplo.

Quando em 1224 Francisco se abismava em profunda contemplação no Monte Alverne, por um admirável e estupendo prodígio, o Senhor Jesus imprimiu-lhe no corpo as chagas de sua paixão.

O Papa Bento XI concedeu à Ordem dos Menores que todos os anos, neste dia, celebrasse a Memória de tão memorável prodígio, comprovado pelos mais fidedignos testemunhos. 

 

    Oração do dia:

    "Ó Deus, para inflamar os nossos corações no fogo do vosso amor, renovastes de modo admirável os sinais da Paixão de vosso Filho, na carne do bem-aventurado Pai Francisco; concedei que, por sua intercessão, configurados à morte o mesmo Filho, participemos igualmente de sua ressurreição. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo."

 

DA LEGENDA MENOR, DE SÃO BOAVENTURA, BISPO

    O fiel servo e ministro de Cristo, Francisco, dois anos antes de entregar a Deus o espírito, tendo iniciado, num lugar elevado e solitário chamado Monte Alverne, um jejum de 40 dias, em honra do arcanjo são Miguel, mais do que de costume infundiu-se nele a suavidade de elevada contemplação, e, inflamado em desejo mais ardente das coisas celeste, começou a perceber dons vindos do alto.

    Enquanto, nos ardores de seráficos desejos, arrebatava-se em Deus, certa manhã, nas proximidades da festa da Exaltação da santa Cruz, rezando na encosta do monte, viu uma espécie de serafim, tendo seis asas tão fúlgidas quanto ígneas, do alto dos céus. Com voo célere pelo ar, chegando perto do homem de Deus, apareceu não só alado, mas crucificado. Ao ver isto, admirou-se assaz e um misto de alegria e dor encheu-lhe o espírito, enquanto sentia enorme alegria diante de Cristo que lhe aparecia, em aspecto afável, tão familiarmente, bem como a visão cruel da crucifixão atravessava-lhe a alma com uma espada de dor compassiva.

    A visão desapareceu, depois de misterioso e familiar colóquio, e inflamou-o interiormente por seráfico ardor; marcou-lhe a carne externamente com uma efígie do Crucifixo, como se à força antecedente de liquefazer do fogo se seguisse a impressão de um sigilo. Logo, nas mãos e nos pés começaram a aparecer-lhe os sinais dos cravos, as cabeças dos quais apareceram na parte inferior das mãos e na superior dos pés e suas pontas estavam em sentido contrário. Também o lado direito, como se fosse traspassado por uma lança, apresentava rubra cicatriz que frequentemente vertia o sangue sagrado.

    Depois de Francisco aparecer distinguido como homem novo, por estupendo milagre e singular privilégio, não concedido nos séculos anteriores, a saber, decorado dos sagrados estigmas, desceu do monte, trazendo em si a efígie do Crucificado não gravada em tábuas de pedra ou de madeira por mão de artífice, mas inscrita em membros carnais pelo dedo do Deus vivo.



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18 de setembro

 

SÃO JOSÉ DE COPERTINO

PRESBÍTERO

da Ordem I

 

    São José nasceu em Copertino (Lecce), Itália, em 1603.

    Foi recebido na Ordem dos Frades Menores Conventuais.

    Ordenado sacerdote em 1628, entregou-se com zelo às obras do ministério sagrado pela salvação dos almas.

    Distinguiu-se por uma grande austeridade de vida e intenso espírito de oração.

    Sua vida foi assinalada por extraordinários êxtases e frequentes milagres que fizeram dele uma das figuras mais interessantes da mística cristã.

    Pela exuberância desses carismas celestes, teve que trocar muitas vezes de convento, a fim de evitar fanatismos populares, mas sempre brilharam nele a humildade e uma incondicionada obediência.

    Grandíssima foi sua devoção para com Nossa Senhora.

    Morreu em Ósimo, nas Marcas, a 18 de setembro de 1663.

    Foi canonizado por Clemente XIII.

 

    Oração do dia:

    "Ó Deus, que por disposição admirável de vossa sabedoria, quisestes atrair todas as coisas ao vosso Filho exaltado da terra, fazei que, na vossa bondade, livres dos desejos terrenos, pela intercessão e exemplo de São José de Copertino, possamos conformar-nos em tudo ao vosso Filho. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo."

 

DOS DITOS E SENTENÇAS DE SÃO JOSÉ DE COPERTINO

    Três são principalmente as propriedades do religioso. Amar a Deus de todo o coração, louvá-lo assiduamente, iluminar o próximo pelo exemplo de boas obras. Ninguém que tencione levar vida espiritual ou religiosa poderá chegar à perfeição sem o amor de Deus. Quem tem a caridade é rico, mesmo que o ignore; quem não possui a caridade é extremamente infeliz. Como o sol orna as frondes e os ramos das plantas de cores e as conserva íntegras segundo as respectivas naturezas, assim a graça de Deus, iluminando o homem, adorna-o de virtudes, inflamando-o no fogo da caridade do alto, torna-o admirável aos olhos de Deus e, aperfeiçoando-lhe a natureza, não a prejudica. De fato, o que Deus requer de nós sobretudo é a vontade, que o homem, tendo recebido do próprio Deus na criação por dom gratuito, possui como própria. Quando o homem se exercita em atos virtuosos, com o auxílio da graça de Deus, do qual procede todo bem, realiza-se o seguinte: Ele unicamente tem como sua a vontade, e por conseguinte deleita-se Deus principalmente se o homem , renunciando à própria vontade, entrega-se inteiramente às mãos de Deus.

    Como a árvore frutífera, cuidadosamente cultivada, produz apetitosos frutos, assim deve o homem que progride no caminho do Senhor continuamente crescer e adiantar-se nas virtudes, para colher suavíssimos frutos de santidade e exemplos de virtudes, com os quais atrai os outros por eficaz orientação para o caminho do Senhor. Considere-se o fato de se suportar com paciência por amor de Deus as adversidades ou asperidades da vida, singular graça de Deus, concedida por ele largamente aos que o amam. Como nosso Senhor Jesus Cristo sofreu por nós tantas e acerbas dores, assim Deus quer que participemos da mesma paixão. Se és ouro, a tribulação te purificará das escórias; se és ferro, raspará a ferrugem.

    Olha as aves do céu abaixarem-se até o chão para apanhar a comida e logo com célere voo se alçarem de novo aos ares. De igual modo, convém aos servos de Deus estarem na terra, quanto necessário, e em seguida imediatamente elevar o espírito ao céu para louvar e glorificar a Deus. Vês também que às aves repugna lançarem-se em terra lamacenta, mas principalmente acautelam-se de se revolverem em sórdido lodo. De modo semelhante não devem os homens estar onde a alma se mancha, e sim, com o coração ao alto, e por obras santas, glorificar o Deus altíssimo.



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22 de setembro

 

SÃO FRANCISCO MARIA DE CAMPOROSSO

RELIGIOSO

da Ordem I

   

    Francisco Maria Croese nasceu nas proximidades de Impéria, Itália, em 1804.

    Tendo entrado na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, andou durante 40 anos pedindo esmolas nas ruas de Gênova.

    Pela grande veneração que todos lhe tributavam foi chamado de "Padre santo", apesar de não ser sacerdote.

    Uma grande força de vontade e de amor o impeliram a pedir a Deus a sua própria imolação em favor dos genoveses, atacados pela peste, chamada "cólera".

    Deus aceitou seu sacrifício, pois com a sua morte, ocorrida a 17 de setembro de 1866, extinguiu-se a peste.

    Foi canonizado pelo Papa João XXIII.

 

    Oração do dia:

     "Ó Deus, que em São Francisco Maria, vosso humilde servo, nos destes um singular exemplo de caridade, fazei que também nós, movidos por seu exemplo e por sua intercessão nos dediquemos generosamente e com humildade ao serviço do próximo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo."

 

DA VIDEIRA MÍSTICA, ATRIBUÍDA A SÃO BOAVENTURA, BISPO

    A caridade não pode ficar sem frutos; ela manifesta sempre a sua presença mediante as obras. Diz São Gregório: "A prova do amor são as obras". E São João, o discípulo que Jesus amava, assim fala: "Quem possuir bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus? Aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus a quem não vê" (1Jo 3,17; 4,20).

    A própria Verdade, o bondoso Jesus, teve o cuidado de explicar quais são as obras de misericórdia que provam o amor para com o próximo. Na verdade, Ele próprio afirma que, no julgamento final, louvará os justos e condenará os maus, por terem ou por não terem realizado estas obras: "Tive fome, e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estava sem abrigo e me acolhestes; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e encarcerado e me visitastes. Porque aquilo que fizestes ao menor dos meus irmãos, a mim o fizestes" (Mt 25,35-36,40).

    Eis as obras de misericórdia que brotam da raiz da caridade. É preciso, pois, refletir bem sobre a excelência e a dignidade destas obras que, somente elas, merecem o louvor naquele rigoroso julgamento. De nada vale a pureza da branca flor sem estas obras. Não tem valor a pureza virginal sem as obras da caridade.

    Examine-se cada qual para ver se possui esta vontade. Quando vês um pobre, um doente ou um peregrino, e passas adiante sem ter compaixão, não ofereces algo, não participando de suas dificuldades, por acaso tens vontade de dar? De modo nenhum! Cada vez que vemos alguém na indigência, reconheçamos nele o Cristo. O indigente também é nosso irmão. Se não fecharmos o nosso coração ao indigente, saberemos que o amor de Deus permanece em nós.

    Contudo , deve-se usar de misericórdia ainda muito mais para com aqueles pobres que se desviaram da verdadeira fé ou das obras de fé, e que jazem na miséria dos seus pecados, seja porque não os reconhecem, seja porque não os consideram. Com as nossas lágrimas e preces, é preciso repartir com eles aquele pão celeste, o pão dos anjos, o bondoso Jesus, pedindo a sua misericórdia.

    Assim também, aqueles aos quais o Senhor deu o dom da inteligência, repartam e preparem para eles o pão da Sagrada Escritura. Peçam ao Senhor paa que se digne abrir-lhes os olhos a fim de que O possam reconhecer; para que cure o paladar dos seus corações a fim de que possam degustar e sentir como é verdadeiramente suave o Senhor, reconhecido ao partir o pão, isto é, na interpretação da Sagrada Escritura.



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23 de setembro

 

ENCONTRO DO CORPO DE SANTA CLARA DE ASSIS

 

    O corpo de Clara, que voara aos céus no ano de 1253, foi sepultado na igreja de São Jorge, sendo trasladado depois para a igreja construída em sua honra.

    Em escavações ali realizadas em 1850, foram reconhecidos os seus despojos e expostos à veneração dos fiéis.

 

    Oração do dia:

    "Celebrando a memória da virgem Santa Clara, nós vos pedimos, Senhor, que, por seus méritos e exemplos, aguardando a gloriosa ressurreição, sejamos fortalecidos na esperança e na caridade e gozemos um dia do vosso eterno convívio. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo."

 

DE UMA CARTA DE SANTA CLARA A SANTA INÊS DA BOÊMIA

    Irmã caríssima, visto que sois esposa, mãe e irmã de nosso Senhor Jesus Cristo, ornada de modo resplandecente com a insígnia de inviolável virgindade e santíssima pobreza, firmai-vos no santo serviço, começado com ardente desejo, do pobre Crucificado, que por todos nós suportou o sofrimentto de cruz, livrando-nos do poder do príncipe das trevas, pelo qual, por causa da transgressão de nosso primeiro pai, estávamos vinculados, e nos reconciliou com Deus Pai.

    Ó feliz pobreza! Aos que a amam e abraçam, ela garante riquezas eternas.

    Ó santa pobreza! Aos que a possuem e desejam, Deus promete o reino dos céus e sem dúvida é oferecida a glória eterna e a vida bem-aventurada!

    Ó pia pobreza! O Senhor Jesus Cristo, que governava e governa o céu e a terra, que disse e eles foram feitos, dignou-se abraçá-la de preferência às outras virtudes! Se o Senhor tal e tão grande veio ao seio virginal e quis aparecer desprezado, necessitado e pobre no meundo, para que os homens, paupérrimos e indigentes, e que sofriam enorme penúria de alimento celeste, se tornassem nele ricos pela posse do reino celeste, exultai e alegrai-vos, cheia de ingente gáudio e de alegria espiritual. Se mais vos agradou o desprezo do que as honras do mundo, a pobreza do que as riquezas temporais, e ajuntar tesouros antes no céu do que na terra, "onde não os consomem nem as traça, nem a ferrugem, o os ladrões não furtam nem roubam" (Mt 6,20), vossa recompensa é muito copiosa nos céus, e bem merecestes ser chamada irmã, esposa e mãe do Filho do Pai altíssimo e da gloriosa Virgem.

    Creio firmemente que sabeis que o reino dos céus não é prometido e dado pelo Senhor senão aos pobres, porque, quando se ama um bem temporal, perde-se o fruto da caridade; não se pode "servir a Deus e à riqueza, prorque ou se odiará a um e amará a outra, ou dedicar-se-á a um e desprezará a outra" (Mt 6,24). Um homem vestido não pode lutar com um nu, porque logo seria jogado por terra aquele que tem onde ser agarrado, nem é possível permanecer gloriaoso no século e lá reinar com Cristo. Por isso, vos despojastes das vestes, a saber, das riquezas temporais, para poderdes realmente não sucumbir diante do adversário e entrar pelo caminho estreito e pela porta apertada no reino celeste.

    Grande e louvável comércio é abandonar os bens temporais em vista dos eternos, merecer os celestes em vez dos terrenos, receber cem por um, e possuir a vida feliz e eterna.

    Por isso, quis, à medida de minhas forças, suplicar-vos com humildes preces, no coração de Cristo, que vos corroboreis no seu santo serviço, crescendo do bom ao melhor, de virtude em virtude, para que se digne conceder-vos aquele a quem servis com toda a alma o prêmio tão almejado.



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23 de setembro

 

SANTO PIO DE PIETRELCINA

PRESBÍTERO

da Ordem I

   

 Padre Pio nasceu no dia 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, Itália. Era filho de Gracio Forgione e de Maria Josefa de Nunzio. No dia seguinte, foi batizado com o nome de Francisco, e mais tarde seria, de fato, um grande seguidor de são Francisco de Assis.

Aos doze anos, recebeu os sacramentos da primeira comunhão e do crisma. E aos dezesseis anos, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da cidadezinha de Morcone, onde vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, em 1907, a dos votos solenes.

Depois da ordenação sacerdotal, em 1910, no Convento de Benevento, padre Pio, como era chamado, ficou doente, tendo de voltar a conviver com sua família para tratar sua enfermidade, e lá permaneceu até o ano de 1916. Quando voltou, nesse ano, foi mandado para o Convento de San Giovanni Rotondo, lugar onde viveu até a morte.

Padre Pio passou toda a sua vida contribuindo para a redenção do ser humano, cumprindo a missão de guiar espiritualmente os fiéis e celebrando a eucaristia. Para ele, sua atividade mais importante era, sem dúvida, a celebração da santa missa. Os fiéis que dela participavam sentiam a importância desse momento, percebendo a plenitude da espiritualidade de padre Pio. No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar sofrimentos e misérias de tantas famílias, fundando a "Casa Sollievo della Sofferenza", ou melhor, a "Casa Alívio do Sofrimento" em 1956.

Para padre Pio, a fé era a essência da vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se, assiduamente, na oração. Passava o dia e grande parte da noite conversando com Deus. Ele dizia: "Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus". Também aceitava a vontade misteriosa de Deus em nome de sua infindável fé. Sua máxima preocupação era crescer e fazer crescer na caridade. Por mais de cinqüenta anos, acolheu muitas pessoas, que dele necessitavam. Era solicitado no confessionário, na sacristia, no convento, e em todos os lugares onde pudesse estar todos iam buscar seu conforto, e o ombro amigo, que ele nunca lhes negava, bem como seu apoio e amizade. A todos tratou com justiça, lealdade e grande respeito.

Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma, em razão de sua enfermidade e, ao longo de vários anos, suportou com serenidade as dores das suas chagas.

Quando seu serviço sacerdotal foi posto em dúvida, sendo investigado, padre Pio sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Diante das acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consciência. Muito consciente dos seus compromissos, aceitava todas as ordens superiores com extrema humildade. E encarnava o espírito de pobreza com seriedade, com total desapego por si próprio, pelos bens terrenos, pelas comodidades e honrarias. Sua predileção era a virtude da castidade.

Desde a juventude, sua saúde sempre inspirou cuidados e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. Padre Pio faleceu no dia 23 de setembro de 1968, aos oitenta e um anos de idade. Seu funeral caracterizou-se por uma multidão de fiéis, que o consideravam santo.

Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo. No ano 1999, o papa João Paulo II declarou bem-aventurado o padre Pio de Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de setembro a data da sua festa litúrgica. Depois, o mesmo sumo pontífice proclamou-o santo, no ano 2002, mantendo a data de sua tradicional festa.  



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26 de setembro

SANTO ELZEÁRIO DE SABRAN E BEM-AVENTURADA DELFINA

CÔNJUGES

da Ordem III


Elzeário, nascido na França, conde de Ariano dos Herpinos, casou com a bem-aventurada Delfina de Glandèves, com quem, segundo se diz, viveu em perfeita virgindade.
Entrou com a esposa na Ordem Terceira Franciscana, ilustrando-a com suas exímias virtudes.
Partilhavam generosamente com os pobres suas abundantes riquezas, preocupados ao mesmo tempo com a vida de oração e das boas obras.
Elzeário morreu em Paris, a 27 de setembro de 1323, e Delfina, perto da cidade francesa de Apt, a 26 de novembro de 1358, após quase sete lustros de piedosa viuvez.


ORAÇÃO DO DIA:

"Ó Deus, que por Santo Elzeário e Bem-aventurada Delfina nos destes sublimes exemplos de virtude na vivência de um santo matrimônio, concedei que, venerando seus piedosos méritos neste mundo, possamos participar de sua feliz companhia nos céus. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo."



DO LIVRO DE NUPTIIS ET CONCUPISCENTIA, DE SANTO AGOSTINHO, BISPO

Não apenas a fecundidade, cujo fruto é a prole, nem só a castidade, cujo vínculo é a fidelidade, mas ainda o mistério das núpcias é recomendado aos fiéis cônjuges, pelo que diz o Apóstolo: Maridos, amai as vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja (Ef 5,25).
Sem dúvida, o conteúdo deste sacramento, que é um, consiste em que o homem e a mulher unidos em matrimônio perseverem inseparáveis enquanto viverem, e não é lícito, exceto por fornicação, apartarem-se os cônjuges, um do outro. Isto se realizou em Cristo e na Igreja, de modo que esta, que é viva, não se separa por divórcio algum daquele que vive eternamente.
Estes mistério é observado na cidade de nosso Deus, no seu monte santo (Sl 47,2), isto é, na Igreja de Cristo, por quaisquer fiéis casados, indubitavelmente membros de Cristo, de tal modo que, apesar de se casarem as mulheres e os homens para terem filhos, não é permitido abandonar nem mesmo a mulher estéril, para se casar com outra fecunda. Se alguém o fizer, não segundo a lei deste mundo, onde por meio de repúdio é concedido sem crime contrair outros casamentos, o que também, conforme o Senhor atesta, Moisés, que era santo, permitiu aos israelitas por causa da dureza do coração deles, mas pela lei do Evangelho, é réu de adultério; como também a mulher, se com outro se casar. De tal forma permanece entre os vivos o direito conjugal, uma vez contraído o matrimônio, que os cônjuges separados são mais cônjuges entre si do que com os outros aos quais se uniram depois. Esses últimos não seriam adúlteros, se os primeiros não permanecessem cônjuges. Se, porém, a alguns agradar, por mútuo consenso, absterem-se perpetuamente do uso da concupiscência carnal, longe de se dissolver entre eles o vínculo conjugal, ao contrário, será tanto mais firme quanto mais tiverem travado entre si aquele pacto, o qual deve ser observado com mais clareza e concórdia, não pelos laços voluptuosos do corpo, mas pelos voluntários afetos das almas. Chamam-se cônjuges pela fidelidade inicial do desposório, que não conhecera união carnal, nem conhecerá; e a denominação de cônjuges não se perde, não é enganosa, embora não tenha existido, nem haverá de existir união carnal.


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4 de outubro

 

NOSSO SERÁFICO PAI SÃO FRANCISCO

DIÁCONO

Fundador de Três Ordens

 

Nasceu em Assis, no ano de 1182.

Depois de uma juventude leviana, converteu-se, renunciou a todos os bens paternos e entregou-se inteiramente a Deus.

Tendo abraçado a pobreza, levou uma vida evangélica, pregando a todos o amor de Deus. 

Aos que desejaram segui-lo, formou-os com normas excelentes, aprovadas pela Sé Apostólica.

Deu início a uma Ordem de religiosas e a uma Ordem de penitentes inseridos no mundo, bem como à pregação entre os infiéis.

 

    Oração do dia: 

"Ó Deus, que fizestes o seráfico Pai São Francisco assemelhar-se ao Cristo por uma vida de humildade e pobreza, concedei que, trilhando o mesmo caminho, sigamos fielmente o vosso Filho, unindo-nos convosco na perfeita alegria. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo."

 

DA CARTA A TODOS OS FIÉIS, DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

 

Uma vez que sou servo de todos, estou obrigado a servir a todos, e a administrar as odoríficas palavras de meu Senhor; referir-vos palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, que é o Verbo do Pai, e as palavras do Espírito Santo, que são espírito e vida (Jo 6,63). Jesus Cristo, o mais rico de todos, quis, no entanto, com sua beatíssima mãe, escolher a pobreza. Fez sua a vontade do Pai, dizendo: Pai, faça-se a tua vontade. Não se faça como eu quero, senão o que tu queres (Lc 22,42).

A vontade deste Pai foi que seu Filho bendito e glorioso, o qual ele nos deu e que por nós nasceu, se oferecesse a si mesmo, por seu próprio sangue, como sacrifício e vítima no altar da cruz, não para si, por quem tudo foi feito (cf. Jo 1,3), mas pelos nossos pecados (1Pd 2,21).

E quer que todos nós nos salvemos por ele, e o recebamos com coração puro e corpo santo. Quão felizes e benditos são aqueles que amam o Senhor e fazem conforme o próprio Senhor disse no Evangelho: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e o próximo como a ti mesmo (Mt 22,37.39). Amemos, portanto, a Deus e adoremo-lo de coração puro e mente pura, porque ele procura acima de tudo o que ele mesmo declara: Os verdadeiros adoradores devem adorar o Pai em espírito e verdade (Jo 4,24). A ele dirijamos louvores e orações dia e noite, porque importa orar sempre, sem jamais deixar de fazê-lo (Lc 18,1).

Devemos também jejuar e abster-nos dos vícios e pecados, e do excesso de comida e bebida; e ser católicos.

Devemos também visitar frequentemente as igrejas, reverenciar os clérigos, não tanto por causa deles, se são pecadores, mas por causa do ofício e administração do Santíssimo Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, que sacrificam no altar, e recebem e administram aos demais. E todos nós estejamos frequentemente certos de que ninguém pode se salvar senão pelo sangue de nosso Senhor Jesus Cristo e pelas santas palavras do Senhor, que os clérigos proferem, anunciam e administram. Especialmente, porém, os religiosos, que renunciaram ao século, têm obrigação de fazer mais e coisas maiores, sem deixar o restante (cf. 1Cor3,19).

Temos de amar nossos inimigos e fazer bem aos que nos odeiam (Mt 6,44). É forçoso observar os preceitos e conselhos de nosso Senhor Jesus Cristo. Havemos também de renegar a nós mesmos e pôr nossos corpos sob o jugo da servidão e da santa obediência, de acordo com o que prometeu cada um ao Senhor.

Não devemos ser sábios e prudentes segundo a carne, mas antes simples, humildes e puros.

Nunca desejemos estar acima dos outros, mas antes ser servos e súditos de toda criatura humana por causa de Deus (cf. 1Pd 2,13). E sobre todos os que assim agirem e perseverarem até o fim, repousará o Espírito de Senhor (Is 11,2) e fará neles morada e mansão, e serão filhos do Pai celeste, cuja obra executam; são esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo.

Todos aos quais estas letras chegarem, eu, irmão Francisco, vosso servo menor, rogo e admoesto na caridade, que é Deus, a receberem com humildade e caridade estas odoríferas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, realizando-as benignamente e observando-as perfeitamente. E a todos os que benignamente as receberem e entenderem, se nelas perseverarem até o fim, abençoem-nos o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Amém.



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