ORDEM FRANCISCANA SECULAR - CAMPINAS
FRATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
FRATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
SANTOS FRANCISCANOS DA SEMANA



23 de julho

 

BEM-AVENTURADA CUNEGUNDES

 

RELIGIOSA

 

da Ordem II

 

 

Nasceu na Hungria em 1224, filha do rei Bela.

Em 1239, foi dada em casamento a Boleslau, príncipe de Cracóvia, com o qual se diz ter vivido em castidade perfeita.

Morto o marido, entrou num Mosteiro de Clarissas em 1279, e nele, depois, foi abadessa.

Ajudou muito os pobres e doentes: por muito tempo dedicou-se à penitência e à oração.

Morreu em 1292.

 

 Oração do dia:

 "Ó Deus, que fizestes a Bem-aventurada Cunegundes distinguir-se pela pureza de vida e grande caridade para com os pobres, concedei-nos, por sua intercessão e exemplo, progredir, de ânimo alegre, no caminho da caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo".

 

 DA OBRA DE PERFECTIONE VITAE AD SORORES, DE SÃO BOAVENTURA, BISPO

Uma vez que é necessário a quem contempla os próprios defeitos com os olhos do coração humilhar-se sob a poderosa mão de Deus, a ti admoesto, serva de Cristo, a que, após haveres alcançado certo conhecimento de teus defeitos, te humilhes em espírito e te diminuas diante de ti mesma. A humildade é a virtude, como diz São Bernardo, pela qual o homem diminui-se a seus próprios olhos através de um conhecimento bem verdadeiro de si mesmo.

Nosso Pai São Francisco quis ter essa humildade sem si, amou-a, procurou-a, desde o início de sua Religião até o fim; por causa dela deixou o mundo, impôs-se ir nu pela cidade, serviu aos leprosos, manifestou na pregação os próprios pecados, mandou que o exprobassem.

Tal a virtude que principalmente haveis de aprender do Filho de Deus, pois ele disse:Recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração (Mt 11,29). Como a soberba é o princípio de todo pecado, assim a humildade serve de fundamento a todas as virtudes. Aprende a ser humilde com veracidade e não da maneira falaz daqueles que se humilham malignamente, como os hipócritas, a respeito dos quais afirma o Eclesiástico: Há quem se humilha maliciosamente, cujo coração está cheio de embuste (Eclo 19,23).

Se queres, portanto, alcançar a perfeita humildade, tens de seguir tríplice caminho.

O primeiro caminho é pensar em Deus. Hás de considerar a Deus autor de todos os bens, pois de fato o é; por isso digamos: Todas as nossas obras fostes vós que as fizestes (Is 26,12). Se ele é tal, atribui-lhe todo bem, e nada a ti mesmo, ponderando não ter sido tua fortaleza, nem o vigor de tuas mãos que criaram os bens que possuis, visto ter sido o Senhor que nos criou, e não nós mesmos (Sl 94,6).

O segundo caminho está em lembrar-se de Cristo. Lembra-te que Cristo foi humilhado até um ignominioso gênero de morte e tornou-se tão humilde que foi reputado por leproso; daí afirmar o profeta Isaías: Nós o reputávamos como um leproso, por Deus humilhado (Is 53,4), ou antes, humilhou-se em tal grau que então nada foi tido por mais vil do que ele. Se, portanto, nosso Senhor e Mestre afirmou: O discípulo não é mais que o mestre, o servidor não é mais que o patrão (Mt 10,24), se és serva de Cristo, discípula de Cristo, hás de ser vil, desprezível, humilde.

O terceiro caminho pelo qual é preciso andar se queres chegar à perfeita humildade, acha-se na reflexão sobre ti mesma. Refletes a respeito de ti quando pensas donde vieste ou para onde vais. Considera, portanto, de onde vieste, e fica ciente de que foste plasmada da massa perdida, do pó, do limo da terra, e de que viveste no meio de pecados e foste exilada da felicidade do paraíso. Considera ainda para onde vais. Encaminhas-te para a corrupção, a redução a cinzas, porque és pó e em pó te hás de tornar (Gn 3,12). Por que, então, te ensoberbeces, pó e cinza? Se hoje existes, amanhã não existirás; se hoje estás com saúde, amanhã talvez estejas doente; se hoje és sábia, é possível que amanhã sejas estulta; se hoje és rica em virtudes, podes amanhã tornar-te mísera e mendiga. Quem ousará, portanto, se ensoberbecer vendo-se cercado por todos os lados de tantas misérias e calamidades?



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