ORDEM FRANCISCANA SECULAR - CAMPINAS
FRATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
FRATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
REFLEXÃO DA SEMANA

Ovelhas sem Pastor (Mc 6, 30-34)

 

O profeta Jeremias denunciava a infidelidade dos governantes de sua época, maus pastores que provocaram o exílio de todo o povo, e dizia: "Ai dos pastores que deixam o rebanho se perder..."

São Paulo nos afirma que Jesus derrubou todas as barreiras que separavam os homens, e os reuniu num só povo, num só rebanho (Ef 2,13-18).

 

Jesus de Nazaré é o pastor que age com misericórdia e solicitude, acolhendo os discípulos e o povo. Na volta da missão, do "estágio pastoral", os apóstolos reúnem-se com Jesus, como ovelhas ao redor do pastor, e contam com alegria e entusiasmo as maravilhas realizadas. Cristo os escuta com interesse e, depois, mostra-lhes a necessidade de uma parada para descanso e interiorização, convidando-os a um lugar deserto. Jesus forma seus discípulos, envolvendo-os na missão e levando-os a um lugar mais tranquilo para poderem descansar e fazerem uma revisão. Preocupa-se também com o alimento, porque a obra da missão era tal que não havia tempo para comer. O anúncio da Boa Nova de Jesus não é só uma questão de doutrina, mas também de acolhida, de bondade, de ternura, de disponibilidade, de revelação do amor do Pai.

Temos, também, que analisar um segundo aspecto: o povo cansado e oprimido busca em Jesus acolhida e proteção. Jesus "teve compaixão", "pareciam ovelhas sem pastor". Renuncia ao breve descanso programado "e voltou a ensinar". Ele, pastor do seu povo, o alimenta com sua palavra de conforto, de encorajamento, com ternura, atenção, e com o Evangelho da esperança. Cuida de suas feridas, alivia suas dores, devolve a dignidade perdida ou roubada, reacende a alegria e a esperança de viver.

 

O agente de Pastoral também se sente cansado e precisa do aconchego e da ternura do Bom Pastor, precisa de deserto, de silêncio e de oração, para avaliar as motivações de sua atividade. Caso contrário, torna-se um funcionário do sagrado, que não mostra ao mundo o rosto compassivo do Pai. Às vezes, o trabalho, as atividades sociais, religiosas e políticas são inimigas do tempo de deserto, e assim esquece-se o cultivo pessoal, a família, os amigos, a religião... A Igreja e os seus ministros não devem ser burocratas do sagrado, mas irradiadores da compaixão do Pai diante das multidões que ainda hoje continuam como ovelhas sem pastor. E nós, com responsabilidades na família, na escola, na catequese, nas pastorais, na sociedade, discípulos missionários de Cristo, somos ungidos como pastores que conhecem as ovelhas pelo nome, que escuta e conduz para Cristo, para Deus, movidos por sentimentos de misericórdia e compaixão, reproduzindo em nós os traços de Jesus, o bom Pastor. Da mesma forma, a Igreja também oferece às pessoas cansadas e oprimidas como ovelhas sem pastor, um espaço de repouso e de paz, através da experiência da oração profunda e da liturgia viva, agindo, à imagem de Cristo, com misericórdia e compaixão.

 

Que nós franciscanos seculares nos afastemos das atividades exageradas que nos impeçam dos momentos de deserto, e sejamos os pastores das ovelhas que necessitam de compaixão!

Paz e Bem!

                                    Reflexão baseada na de Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa 



A OFSQUEM SOMOSPEQUENA HISTÓRIAAGENDAREFLEXÃO DA SEMANAREZANDO COM O DEVOCIONÁRIOSANTOS FRANCISCANOS DA SEMANACONTATO