ORDEM FRANCISCANA SECULAR - CAMPINAS
FRATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
FRATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
REFLEXÃO DA SEMANA

"Eu quero ver"

 

Jesus dá a um cego a luz da visão e da fé (Mc 10,46-52). Este é o último milagre e última catequese de Jesus, encerrando sua caminhada para Jerusalém, onde será morto e ressuscitará. Os apóstolos estavam cegos e necessitavam de luz: aceitavam Jesus como Messias, mas não aceitavam a cruz.

Perto de Jericó, um cego sentado "à beira da estrada" informou-se de que Jesus estava passando e gritou por socorro: "Filho de Davi (título messiânico), tem piedade de mim". Cristo parou e o chamou. O cego jogou longe o manto e as moedas, e "saltou" ao encontro de Jesus. Cristo tomou a iniciativa: "O que você está querendo?" - "Mestre, eu quero ver de novo", respondeu o cego. E Jesus afirmou: "Vai, a tua fé te salvou". E o cego, duplamente "iluminado" por Cristo, tornou-se um seguidor de Jesus no caminho a Jerusalém.

 Este episódio, mais do que uma crônica é uma catequese batismal: Jesus se manifesta, passa pelo caminho do cego, o cego não vê, mas percebe a presença do Senhor e acolhe o convite. Trava-se o diálogo, e o cego recebe a visão da fé e segue Jesus pelo caminho até o Calvário. O cego Bartimeu era um marginalizado como tantos ainda hoje. O encontro aconteceu ao longo do “caminho” ("caminho": cristianismo). O cego não estava no caminho, estava à margem da religião e da vida. No final, também Bartimeu seguiu Jesus "no caminho". A cura de Bartimeu é mais do que a história de um cego, é o caminho da fé, dos que querem ver e seguir Jesus. O cego está atento à passagem de Cristo, toma consciência de sua situação e decide sair dela. Supera o medo, a vergonha, começa a gritar, e pede ajuda. Não desanima diante das contrariedades - continua procurando a Luz, mesmo quando o povo manda que se cale. E quando Jesus o chama dá um pulo, joga o manto para longe e corre ao encontro daquele que podia restituir a vista. Saiu da margem do caminho e se pôs no caminho com o Mestre. Joga fora o manto em que recolhia as esmolas, que para o pobre mendigo era a sua riqueza, a sua casa, o seu abrigo. Dar um salto é um gesto significativo para um cego. Mas Bartimeu entendeu que Cristo podia curá-lo. Por isso, jogou o manto, deu um pulo e se aproximou de Jesus. Neste processo o cego encontra pessoas que atrapalham tentando abafar o seu grito, mandando que se cale. Mas encontra, também, quem ajuda e anima: "Coragem, ele te chama..." Por sua vez, Jesus escuta o grito sofrido e confiante do cego, para e liberta. Da margem, Jesus o coloca no centro do caminho. Dá a luz da VISÃO e a luz da .

Cegos são todos os que "não veem" no seu coração as coisas importantes, não reconhecem a presença e o amor de Deus, e vivem na escuridão. Para ser discípulo é preciso querer VER e decidir CAMINHAR.

Que nós franciscanos seculares apresentemos as nossas cegueiras a Cristo para que Ele nos cure e nos dê a verdadeira Luz! Que procuremos eliminar discórdias internas, falta de unidade, de acolhimento, linguagem complicada - obstáculos que impedem tanta gente que quer enxergar e se aproximar mais de Cristo e de sua Igreja! Que façamos nossa a oração do cego: "Mestre, eu quero ver!"

Paz e Bem!

                                    Reflexão baseada na de Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa 



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